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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
A história do movimento no Montijo

"O Clube Desportivo do Montijo foi fundado no dia 1 de Setembro de 1948, tendo a sua sede na Avenida dos Pescadores na cidade do Montijo. Trata-se de um clube da margem sul do Tejo que atingiu o ponto alto da sua história durante a década de 70, altura em que militou na 1ª Divisão Nacional de Futebol.
Além daquele período auge vivido durante os anos 70, o CD Montijo é também conhecido a nível nacional por ter sido a casa onde despontaram jogadores como José Pedro (Belém), Kali (internacional angolano), Fernando Mendes, Idalécio ou o guarda-redes Ricardo, que mais tarde se tornariam conhecidos internacionais portugueses. Além destes, é comum ainda realçar a passagem de João Alves (o famoso luvas pretas) por aquele clube, no início da sua carreira como sénior tal como sendo a localidade de nascimento de um dos melhores jogadores de sempre português, ou seja Paulo Futre.
Presentemente, depois de mais de 60 anos de história, o CD Montijo já não existe, vivendo apenas na nostalgia das suas gentes. Como tantos outros clubes da margem sul do Tejo, o CD Montijo viveu, desde finais dos anos 80, imensas dificuldades financeiras, passando por sucessivas crises de subsistência que levou ao seu encerramento
em 2007.
Nos primeiros vinte anos de vida, o CD Montijo dedicou essencialmente à prática do futebol, mas também a outras modalidades como o basquetebol e o ténis de mesa, conquistando diversos títulos regionais, nos escalões seniores e na formação.
Em 1965/66 ocorreu o primeiro feito de realce nacional. A equipa de futebol principal do CD Montijo conquistou o título de Campeão Nacional da 3ª Divisão. Depois de alguns anos na 2ª Divisão Nacional, o CD Montijo chegou pela primeira vez na sua história à 1ª Divisão Nacional, vencendo destacado a Zona Sul do segundo escalão do futebol português na época de 1971/72.
No ano de estreia na principal prova futebolística portuguesa, o CD Montijo, atravessando algumas adversidades, nomeadamente pela instabilidade técnica devido à passagem de 3 treinadores pelo comando da equipa, poderá dizer-se que teve um excelente desempenho, garantindo no final a manutenção na competição, naturalmente o grande objectivo.
Foi o 13º classificado no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, contabilizando 23 pontos, resultantes de 9 vitórias e 5 empates, em 30 partidas. Naquela altura, registe-se, a equipa do CD Montijo, actuava no Campo Luís de Almeida Fidalgo, um recinto pelado sem iluminação para jogos oficiais.
Participou novamente no Campeonato Nacional da 1ª Divisão na temporada de 1973/74, mas desta vez, não foi capaz de alcançar a manutenção no principal escalão do futebol português. Na segunda época consecutiva entre os melhores, numa altura em que a equipa montijense já contava com o contributo de João Alves, o CD Montijo não conseguiu fugir ao último lugar na tabela classificativa e assim desceu novamente à 2ªDivisão Nacional.
No Campeonato Nacional da 1ª Divisão da temporada de 1973/74, o CD Montijo amealhou somente 20 pontos, em resultado de 7 vitórias e 6 empates nas 30 partidas da prova.
CD Montijo regressaria novamente à 1ª Divisão Nacional na temporada de 1976/77, depois de 3 épocas a disputar a Zona Sul da 2ª Divisão Nacional. Nesta época de 1976/77, o ano do regresso e ao mesmo tempo o último deste clube no escalão máximo do futebol português, o CD Montijo voltou a descer de divisão e desta vez para sempre.
Classificou-se em 14º lugar com 23 pontos contabilizados, decorrentes das 7 vitórias e 9 empates nos 30 desafios do Campeonato Nacional da 1ªDivisão! A partir de então o CD Montijo teve momentos altos e momentos baixos. Muitas vezes tentou o regresso à 1ª Divisão Nacional, enquanto em outras alturas acabou mesmo relegado à 3ª Divisão Nacional. O único factor que atravessou praticamente todo o período até à extinção do clube foi mesmo as constantes dificuldades financeiras.
Na época de 1988/89, depois de quase uma década na 2ª Divisão Nacional, o CD Montijo desceu à 3ª Divisão Nacional. Na época seguinte de 1989/90 regressaria novamente ao segundo escalão do futebol português, conquistando, registe-se, o ceptro de Campeão Nacional da 3ª Divisão.
Pareceu então que o clube entraria em recuperação. Andou nos anos seguintes sempre classificado pelos lugares cimeiros da Zona Sul da 2ª Divisão B, muitas vezes perto de ascender à 2ª Divisão de Honra.
Porém, no final da época de 1995/96 voltou a ser relegado à 3ª Divisão Nacional e no final de 1998/99 caiu mesmo nos distritais da AF Setúbal. Em 2000/01 voltou a subir aos nacionais, mas em 2006/07 voltou ao Campeonato Distrital da AF Setúbal.
Neste último período o clube perdeu ainda o Estádio Luís Almeida Fidalgo, o seu recinto de jogos, pois os terrenos onde o mesmo estava implantado eram propriedade privada, e os seus donos decidiram vender aquele espaço para construção habitacional.
Passou então a jogar no Campo da Liberdade no Montijo, um pequeno recinto com capacidade para pouco mais de 1500 espectadores.
Este clube, que era uma referência no distrito de Setúbal e o principal embaixador da cidade do Montijo, que chegou a ter mais de 500 praticantes no futebol e outras modalidades com expressão nacional como o andebol, atletismo com atletas olímpicos, ginástica com campeões nacionais, basquetebol onde teve uma equipa na 1ª Liga Profissional existente em Portugal, estava nesta altura próximo do fim.
Devido a dificuldades financeiras que se revelaram inultrapassáveis, essencialmente depois de penhorados os subsídios anuais da própria autarquia, o CD Montijo, sem recursos monetários, decidiu no ano de 2007 extinguir o clube no decorrer de uma assembleia-geral convocada para o efeito, onde os sócios votaram o pesaroso fim de uma forma talvez um pouco brusca e com pouco conhecimento por parte de todos os habitantes da Cidade.
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Actualmente, a cidade do Montijo tem um novo clube, que participa na 1ª Divisão Distrital da Associação de Futebol de Setúbal. O Clube Olímpico do Montijo, que no 1º ano de existência subiu logo de escalão, bem como as equipas de iniciados e juvenis que foram campeões!
Assim sendo, como não poderia deixar de ser, a cidade desde cedo também começou a criar o seu culto ultra.
Desde a década de 70 que o “fenómeno adepto Aldeano” não passa despercebido, tanto na Terra, como em toda a região portuguesa!
Os primeiros indícios de um grupo de “tiffosi”, surge na década dourada do futebol Montijense, ou seja, Anos 70, com o aparecimento da 1ª claque, de seu nome Fúria Amarela!
Passados cerca de 15 anos, surge o 2º grupo de apoio ao C.D. Montijo, mas o 1º nas divisões secundárias, neste caso na 2ª Divisão B Zona Sul, composto maioritariamente por atletas do clube e jovens da cidade em que o fenómeno ultra se começava a enraizar!
Este Grupo composto por cerca de 50 elementos tinha o sugestivo nome de Piratas Amarelos e ainda percorreu durante algumas épocas a competitiva 2ª Divisão B Zona Sul, fazendo algumas “transfertas” de realce para a altura, como a Moscavide, Fanhões, Atlético, Évora, Sines, Campo Maior, Elvas entre outras!
O Movimento ultra nesta altura fazia-se sentir onde quer que fossemos, existindo alguns grupos rivais, de clubes como o Oriental, União Montemor, Barreirense, Sines entre outros!!!
Em 1995, finalmente o movimento ultra na cidade do Montijo ganha uma força eterna, mesmo que os nomes mudem, a mentalidade ficará para sempre desde este mítico ano! Surgem os Ultras Montijo e sobrevivem durante 10 anos, sendo os últimos anos de afirmação total no panorama ultra nacional!
Na década de 2000, Ultras Montijo renascem e fazem quase o pleno numa 3ª Divisão, onde quer que fossem demarcavam-se para sempre de outros grupos, de outros clubes, tornando-se assim como o melhor grupo da 3ª Divisão e uma das cidades com mais mentalidade ultra!!!
De realçar nesta altura deslocações gigantes à Amadora, numa 4ªFeira às 15h, onde estavam mais adeptos do Montijo do que Estrela, Paderne (Algarve), Loulé, Évora, Arrentela, Ciborro, Beja, Sesimbra, Sines, Elvas, Vendas Novas, Sacavém, Lisboa, etc! Faltando apenas as ilhas, o que foi sempre uma espinha atravessada no seio do grupo, para assim todas as regiões de Portugal serem percorridas por mentalidade ultra Montijense.
Em 2007, com a falência do Clube Desportivo do Montijo, o Grupo ressentiu-se e, claro causou bastante tristeza ver um clube histórico acabar assim.
No mesmo ano, é fundado o Clube Olímpico do Montijo, que persegue os mesmos pergaminhos do Mágico C.D.M., dando origem assim a um novo grupo, de seu nome Orgulho Aldeano!
Fundado no dia 1 de Abril de 2008, todos pensavam que era mentira, mas a força de vários jovens, fez com que a cidade voltasse a acreditar que poderiam ser novamente grandes. De início, causando algum choque em muitas pessoas, pelo nome, pela forma como surgiram e pelo lema com que vivem, mas desvanecendo-se a desconfiança com a tremenda aparição de um grupo que supostamente era da 2ª Divisão Distrital!
Deslocações a todos os terrenos de jogos e coreografias abismais em casa, acompanhadas de centenas de ultras, transformaram este grupo na maior revelação de 2008!
Na época que se avizinha, as expectativas são grandes, pois a subida de divisão foi consumada e outros palcos da distrital esperam pelo Orgulho Aldeano.
O nome Orgulho Aldeano, nasce da original região do Montijo, ser designada antes de 1930 por Aldeia Galega e os seus habitantes de Aldeanos!
Assim sendo, têm orgulho nas suas raízes e promovem a cidade do Montijo através das suas iniciativas e características muito próprias!"
Um ultra de sofá
O texto que vos passo a transmitir já foi à algum tempo por ultra de sofá, no entanto a pedido do autor aqui temos este excelente texto:
"Vivo com esperanças que chegue “aquele dia” o dia em que estarei na curva a apoiar o Glorioso. Nos ultras de sofá somos alvo de preconceito pois dizem que não percebemos nada, não temos mentalidade ultra nem nada, é mentira, sei muito mais que muitos que estão na curva para ganharem dinheiro e andarem à porrada. Mas mudando o rumo da história, vamos lá pensar um bocado, se não fossem as claques que era do futebol? Nada, só que os jornalistas adoram deitar-nos abaixo, se não vejamos: Benfica-Porto 2006/2007, os Diabos Vermelhos fazem a maior coreografia (tifo) alguma vez vista em Portugal, o jogo acaba 1-1, durante o mesmo há confrontos entre os Super Dragoes e a polícia (A.C.A.B. [ALL COPS ARE BASTARD]), no dia seguinte a que é que os telejornais dão destaque? Ao resultado? À mega-coreografia? Aos confrontos? Sim, aos confrontos, porque é muito mais fácil falar mal e deitar abaixo quem se dedica 24 horas ao seu clube, este é um dos motivos pela qual a nossa imagem anda na rua das amarguras, pois, mas se calhar se falassem da mega-coreografia não rendia para as audiências não é? E continuando com as perguntas retóricas… se não fossem as claques o que era do futebol? Ora experimentem tirar em média 4000 ultras a cantar nos jogos do Porto, aí uns 4500 nos do Sporting, aí uns 1500 nos do Benfica,e por aí em diante…se não fossem as claques, alguns clubes como o Farense não teriam voltado a existir devido a insistência da sua grande claque South Side Boys ( e isto é apenas um exemplo).
É incrível, aqueles tolos pagam 40€ pelo bilhete, chegam aqui alguns viram-se de costas, outros não se calam, só sabem cantar. É isto que muita vez ouvimos da boca daqueles sócios velhos que só gostam do clube quando ganha, mas que geralmente está tudo mal. Pois, pagamos esse preço em todos os jogos, ainda por cima com leis repressivas por parte de Policia, e com horários impróprios, mas quem lá esta faça chuva ou sol, calor ou frio, neve ou caia granizo, são os verdadeiros ultras e para explicar melhor vou dar de novo um exemplo: o Porto vai a Rússia e vem de 3 derrotas, o jogo é numa quarta as 7:45, as temperaturas são aterrorizantes, mas quem lá esta a apoiar o Porto, são os sócios velhos e resmungões? Não, são os Super e o Colectivo, pois é mais de 100 ultras foram á Rússia gastar mais um ordenado no apoio á equipa. Dou este exemplo como poderia dar outros mil e tais, mas é triste pois a televisão a estes factos não da importância, mas se lá tivesse havido porrada já era noticia.
O futebol moderno é triste, tenho saudades dos jogos ao domingo à tarde com 70% do estádio cheio sem as claques estarem minadas pela polícia. É por estas e por outras que o futebol tem pouco publico e não tardará muito até 60% dos actuais clubes se extinguirem.
Muitas vezes perguntam-me quando chega alguém ao café:
Estão a jogar bem?
Respondo sim porque calha porque o meu entusiasmo em olhar para as bancadas é tal, que muitas vezes pouco futebol vejo pois só as bancadas me interessam e depois quando vejo o que se passa no jogo e vejo que estamos à rasca, aí, entro em pânico, o sofrimento entra dentro de mim apetece-me sei lá, partir tudo pois o Benfica tem o direito incontestável de vencer. Poucos sabem como para mim é importante e me faz feliz estar a ver um jogo de outras duas sejam quais forem as equipas e ver a curva cheia, isso alegra-me, ficamos felizes quando estamos todos bem.
Vamos repara numa coisa, uma semana normal começa à segunda e tal, para um adepto normal é esperar que chegue o fim-de-semana, mas para nós ultras tudo é diferente, é começar a prepara os tifos, arranjar bilhetes, autocarros, comboios, etc. E porque não falar daqueles ultras que são despedidos vezes sem conta por faltarem ao trabalho para ir ao futebol, só que nunca nenhum presidente de clube algum decidiu homenagear esses grandes ultras.
Vou salientar outras duas coisas que muito me tocaram, em 2002 e um ultra dos Diabos Vermelhos o Hugo perdeu uma perna, os Diabos ofereceram-lhe a adaptação que ela precisava para o carro para poder conduzir, não foi a SAD, nem ninguém desses consumidores do dinheiro dos sócios. Outra coisa foi também em 2002, um ultra das Panteras Negras do Boavista havia morrido há algum tempo, o Directivo (Sporting), claque formada nesse ano então chefiada pelo maior ultra que o nosso panorama ultras já conheceu, o Miguel D’Almada(ele e Lameira são dos maiores ultras existentes no nosso país) fizeram uma faixa de homenagem ao ultra que tinha morrido, uma atitude de louvar que nunca ninguém divulgou (se tivesse sido porrada, secalhar…).
Aproveito esta para mim grande aventura para prestar homenagem a 3 ultras, Gullit, Rita e Tino, 3 ultras dos NN que morreram num acidente de carrinha quando vinham na Espanha após um jogo do Benfica na Croácia.
Fiz este texto não para ganhar mas sim para mostrar um pouco da luta comum aos ultras do mundo inteiro. E acabo a dizer: LIBERDADE ULTRAS"
Pedro Filipe Santos Andrade
PS: Algumas das coisas que estão no texto não estão correctas.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Fernando Madureira condenado a um ano de pena suspensa
O tribunal dos juízos criminais do Porto condenou esta quinta-feira o líder dos Super Dragões, Fernando Madureira (‘Macaco’) a uma pena suspensa de um ano de prisão por resistência e coacção a agentes da PSP. Os membros da claque portista, Hélder Mota e António Oliveira, foram condenados a penas também suspensas de um ano e seis meses de prisão e um ano e dois meses, respectivamente, por terem igualmente praticado o crime de resistência e coacção sobre funcionário em conjunto com Madureira. Ficou provado que estes três elementos, acompanhados de mais 20 indivíduos desconhecidos da claque do FC Porto, impediram a actuação de agentes policiais a 12 de Outubro de 2005 junto de dois elementos (também arguidos condenados neste processo) que se encontravam a proceder à venda ilícita de bilhetes. Nesse dia, pelas 15:10 e junto à porta 22 do estádio do Dragão, o arguido Adriano Silva estava a interpelar transeuntes a quem propunha a venha de bilhetes para o jogo FC Porto-SL Benfica do dia 16 de Outubro ao preço de 50 euros, sendo que os ingressos marcavam um custo de 20 euros. Adriano, que recebeu os bilhetes do também arguido Bruno Mendes, acabou por fazer essa proposta a agentes da PSP à paisana que logo se identificaram e o informaram que “tinha de ir à esquadra “ por “estar a vender bilhetes a preço de especulação”, refere a sentença hoje lida. Os agentes ainda “conseguiram colocar Adriano Silva na carrinha” mas é então que ‘Macaco’, Hélder e António se juntam no local, acompanhados de mais 20 elementos, “com o objectivo conjunto de soltar Adriano e impedir a actuação da PSP”. “Rodearam os agentes e a carrinha e, em estado de exaltação, deram murros e palmadas na carrinha a qual abanaram”, sustenta o veredicto. Com esta actuação “conseguiram que Adriano saísse da carrinha e, assim, não fosse levado à esquadra”. O tribunal deu, assim, como provado que os três elementos identificados agiram “com dolo intenso e directo” e “empregaram violência para impedir actuação dos agentes”. “No final dos acontecimentos, Fernando Madureira apaziguou os ânimos dos presentes, apelando à calma, o que contribuiu para a saída em segurança dos agentes”, razão pela qual viu a sua pena atenuada. Pelo crime de especulação na forma tentada, Adriano e Bruno foram, por seu turno, condenados a uma pena de multa de 140 dias à taxa de cinco euros (total de 700 euros), sendo que a acusação lhes imputava o mesmo crime mas na forma consumada. À saída o advogado de Fernando Madureira mostrou-se surpreendido pela sentença afirmando que “não estava à espera de um desfecho destes”. “Há algumas incongruências entre o que foi dito em julgamento e o que foi dado como provado”, destacou o causídico sem querer avançar se irá ou não apresentar recurso da sentença.
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